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Dor é capaz de mudar ânimo e humor; entenda a diferença entre dor aguda e dor crônica


O fato é que ninguém gosta de sentir dor. A dor é capaz de mudar completamente o ânimo e o humor de qualquer um. É considerada uma das principais queixas presentes no dia a dia de milhões de pessoas, e independente de onde se localiza é capaz de gerar consequências psicológicas, sendo um dos principais fatores de estresse e distúrbios de sono.


Para se ter ideia, a dor é a segunda maior causa de incapacidade entre os brasileiros. Em relação a essa experiência, vale lembrar que acomete cada pessoa de uma forma extremamente individual e única, envolvendo aspectos biológicos, cognitivos, comportamentais e sociais.


Em relação à classificação da dor, você já deve ter ouvido falar em dor aguda e dor crônica, não é mesmo? Mas será que você realmente entende o que as diferencia?


A dor pode ser classificada como aguda e durar horas ou dias e depois sumir, e pode se tornar crônica se prolongando por meses ou anos.


Primeiro, vale compreender os mecanismos envolvidos nessa experiência neurosensitiva induzida por estímulos de lesão, que podem ser de origem térmica (mudanças de temperatura) ou de origem mecânica —contusão que se transforma em estímulo elétrico levado até o nosso cérebro, liberando substâncias inflamatórias.


Tipos de dor

- Nociceptiva ou somática: devido a uma lesão ou inflamação da periferia do corpo - pele, músculos e articulações

Sintomas: dor aguda e localizada

Causas: corte, mudanças de temperatura, fratura, entorse


- Neuropática: relacionado à lesão ou dano no sistema nervoso central ou periférico (nervos)

Sintomas: sensação de queimação, agulhadas, choque, formigamento e mudança de sensibilidade

Causas: Neuropatias, neuromas, AVC, doenças infecciosas.


- Mista: sinais e sintomas da dor nociceptiva e neuropática, mas de causa desconhecida.


A resposta do corpo à sensação de dor

Quando o estímulo chega ao cérebro, entramos em estado de alerta. O corpo reage para combater a dor, liberando substâncias chamadas endorfinas (semelhantes à morfina) que inibem essa má sensação.


Estudos mostram os efeitos no corpo ao estímulo da dor:

- Taquicardia e arritmias

- Aumento da pressão arterial

- Diminuição da saturação de oxigênio

- Agitação

- Sudorese

- Diminuição da expansibilidade torácica (respiração curta e superficial)


Dor crônica

Se a dor se faz presente por um período superior a três meses, ela é considerada crônica. Os estudos confirmam que a dor crônica afeta cerca de 40% da população brasileira, sendo o principal motivo de absenteísmo, licenças e até aposentadoria precoce.


Pode indicar um estado de alerta a um tipo de dano ou lesão, e é influenciada por questões emocionais e psicológicas, que podem alterar tanto a intensidade quanto a duração da dor. De forma geral, a dor crônica se relaciona a processos patológicos crônicos como a fibromialgia, síndrome do intestino irritável ou até desordens na articulação temporomandibular (ATM).


No caso da dor crônica, vale lembrar que ela não é considerada apenas um sintoma! É considerada uma doença, uma vez que não desaparece mesmo com a recuperação completa da lesão —e sem estímulo nociceptivo (de dor).


Leia a matéria anterior sobre as mudanças no cérebro de quem tem dor crônica.


Estudos mostram os efeitos no corpo à dor crônica:

- aumenta níveis de cortisol

- alterações no sono

- modificações no humor

- aumento de ansiedade, estresse e depressão

- baixa qualidade de vida

- baixa produtividade


O tratamento no caso de pacientes com dor crônica geralmente é mais longo que os de pacientes com quadros de dores agudas. O ideal é que não se postergue o tratamento adequado, a fim de evitar que se progrida para um caso de dor crônica. Um dos maiores erros é a automedicação que pode mascarar alguns sintomas importantes na fase inicial.


Caso você já tenha dor crônica, saiba que o melhor tratamento é o multidisciplinar —envolvendo médicos, psicólogos, fisioterapeutas, educadores físicos e terapeutas ocupacionais. Procure sempre por profissionais especializados para tratamento adequado.

*Colaboração de Juliana Satake, fisioterapeuta na Clínica La Posture e Dra. Renata Luri, fisioterapeuta doutora pela Unifesp.




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