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Edema ou inchaço na gestação: Por que acontece e como a fisioterapia pélvica obstétrica te ajuda


No terceiro trimestre da gestação, é muito comum que mulheres apresentem retenção de líquido, resultado da ação hormonal do estrogênio, progesterona, cortisol e relaxina.


Esses hormônios aumentam a permeabilidade capilar, alteram a pressão dos vasos e reduzem proteínas circulantes, fatores que favorecem o acúmulo de líquido, especialmente nos membros inferiores.


Estudos apontam que 80% das gestantes desenvolvem edema: metade apenas em pernas e pés, e a outra metade de forma mais generalizada. Embora seja frequente, o edema precisa ser acompanhado por um profissional, pois pode estar relacionado a condições como hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia.


Além do inchaço, muitas gestantes relatam dor, peso, fadiga, dormência, formigamentos e até câimbras noturnas. Esses sintomas podem limitar atividades diárias e impactar a qualidade de vida. Nesses casos, a fisioterapia é fundamental para manter o conforto e a funcionalidade até o final da gestação.


Como a fisioterapia ajuda?

As principais condutas incluem:

  • Exercícios metabólicos e de fortalecimento

  • Drenagem linfática manual (DLM)

  • Orientação para uso de meias compressivas

  • Elevação de membros inferiores


A contração muscular auxilia no bombeamento da linfa, e os estudos mostram melhores resultados quando os exercícios são associados à drenagem linfática realizada de forma contínua.


Um estudo recente com gestantes no 2º e 3º trimestre demonstrou que sessões de DLM + exercícios, realizadas 2 vezes por semana por 60 minutos, reduziram significativamente o edema e a fadiga nas pernas.


Por que a Drenagem Linfática é eficaz?

  • Aumenta o fluxo e a velocidade da linfa

  • Reduz acúmulo de líquidos e proteínas

  • Melhora a mobilidade dos tecidos

  • Diminui a sensação de peso e desconforto

  • Previne estagnação linfática e risco de fibrose


As manobras devem ser suaves, contínuas e lentas, conduzidas por fisioterapeutas especializados, respeitando o ritmo fisiológico do sistema linfático.


Contraindicações

A drenagem linfática não deve ser realizada em casos de:

  • Gravidez de risco

  • Hipertensão não controlada

  • Insuficiência renal

  • Trombose venosa profunda

  • Doenças do sistema linfático

 
 
 

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