Inspiração gestantes - Renata


Relato de parto de uma mãe de segunda viagem


“É preciso procurar uma equipe humanizada independente do tipo de parto que a mulher deseja! Isso fez toda a diferença!”

La Posture: Re, parabéns pelo nascimento do seu bebê! O fato de você já ter sua filha te ajudou de alguma forma a ter uma gravidez melhor (ou não) agora na segunda vez? Se sim, o que mudou da sua primeira para segunda gravidez?

Renata: Obrigada! Ajudou bastante ter passado por um parto, mesmo não sendo o que eu queria, isso me ajudou a buscar uma equipe que estivesse na mesma “sintonia” que eu! Na primeira gestação eu confiava que teria meu parto normal sem nenhuma intervenção, mas depois eu percebi que já estava encaminhada para uma cesárea. Na segunda gestação foi tudo diferente! As consultas eram diferentes, a explicação do parto que eu desejava era super detalhada, eu me senti super acolhida desde a primeira consulta! É preciso procurar uma equipe humanizada independente do tipo de parto que a mulher deseja! Isso fez toda a diferença!

La Posture: Você foi liberada a realizar exercícios 10 dias após o parto e você estava plena, linda e radiante falando do nascimento do seu filho. Como foi o parto e você acredita que isso contribuiu para você estar tão bem agora?

Renata: Hahaha até eu me assustei como eu estava me sentindo bem no pós parto! Quando soube da gravidez, eu procurei me exercitar e me preparar para o parto, fazendo pilates, caminhadas de vez em quando, fisioterapia pélvica e ter uma doula!

Relato de parto:

Comecei a sentir contrações logo de manhãzinha, estavam tranquilas, mas já fui avisando a minha equipe e mandava o tempo das contrações para eles ficarem a par do que estava acontecendo para se programarem. Ao meio-dia, minha doula chegou em casa e me ajudou a aliviar as contrações que já estavam ficando um pouco doloridas. Ela fazia massagem com óleos, me ajudava a achar uma posição confortável, e ficou comigo o tempo todo! Foi super importante ter a doula e ela não me deixou sozinha por um segundo! Enquanto meu marido arrumava as coisas em casa, ela estava ali para me ajudar!


Às 16h a enfermeira obstétrica chegou em casa e me avaliou, nessa hora eu já estava com bastante dor das contrações e com uns 6cm de dilatação, ela fez o descolamento da membrana, e depois disso a coisa andou rápido! Chegamos no hospital com 8cm de dilatação e muita dor e vontade de empurrar!

Fui para a sala de parto, o obstetra estourou a bolsa logo que entramos, esperei a banheira encher para poder entrar e dar uma aliviada nas dores. Logo que entrei na banheira já comecei a fazer força para empurrar, na terceira “força” que fiz, a cabecinha do neném saiu! Foi tudo muito rápido!

Todos os profissionais estavam ali para mim! Respeitando tudo o que eu queria, me dando forças, me acolhendo.. e acho que tudo o que aconteceu, me deixou mais segura e tranquila para ter um super parto!

Sem nenhuma intervenção, com o bebê direto pros meus braços, com direito a golden hour, sem precisar dar banho na hora (ele tomou banho 2 dias depois e mesmo sem banho, estava limpinho e com o cheirinho de bebê!), clampeamento tardio do cordão umbilical feito pelo papai, e com uma equipe que cuidava de mim!

Acho que por ter me preparado antes, e confiado em todos que estavam ao meu redor, eu consegui ficar tão bem no pós parto! Eu penso que independentemente da via de parto que eu tivesse, eu estaria bem por conta da confiança nos profissionais! E também por conta de não ter acontecido nenhuma intervenção, e de ser super bem acolhida e respeitada que a minha recuperação foi boa!”

La Posture: Se você tivesse um (ou vários) conselho(s) a dar para as mães ainda gestantes, qual seria?

Renata: Acho que seria procurar uma equipe humanizada que respeite as suas decisões, fazer atividade física e fisioterapia pélvica, que ajuda muito na percepção do seu corpo, e ter uma doula! Mesmo meu marido sendo super prestativo, ele ainda é meu marido e fez papel de marido! A doula estava lá pra tudo que se referia a mim. Enquanto meu marido arrumava as coisas para ir pro hospital... a doula esteve comigo aliviando minhas dores, falando palavras positivas e de incentivo quando queria desistir, ajudando com as posições para aliviar as dores... ou seja, pra mim foi essencial!